sexta-feira, 13 de março de 2015

"Seu animal pode estar com diabetes" por Dra. Anna Maria Schnabel


Diabetes Mellitus

”Dra., meu animalzinho bebe muita água, a quantidade de urina é muito grande, os olhos estão esbranquiçados e mesmo comendo muito ele emagreceu, o que está acontecendo com ele?” A resposta é: seu animal pode estar com Diabetes!

Esta doença é caracterizada por alterações metabólicas no organismo do animal decorrentes da deficiência ou insuficiência na produção de insulina pelas células beta do pâncreas.

A deficiência causa um aumento dos níveis de glicose no sangue e por consequência, o paciente apresenta aumento na ingestão de comida e de água, aumento na produção de urina e perda de peso.

Muitos são os fatores que predispõe o animal a se tornar diabético. Podemos citar o fator genético, administração sem a supervisão de um médico veterinário de medicações que aumentam os índices glicêmicos como corticóides, hormônio do crescimento e progesterona, infecções virais, doenças autoimunes, pancreatite, aumento nos índices de colesterol e triglicérides e principalmente a obesidade.

A diabetes também pode ser secundária a outras doenças hormonais como hiperadrenocorticismo e hipotireoidismo.

Alguns animais apresentam catarata avançada, problemas dermatológicos que curam temporariamente mediante tratamento, mas acabam recidivando, infecções de ouvido, e alguns proprietários observam a urina bem clarinha ou transparente, pegajosa e com aglomeração de formigas por conta da presença de açúcar.

Um simples exame de glicemia já é suficiente para suspeitarmos de diabetes, confirmando o diagnóstico com os sinais e sintomas clínicos e com alguns exames complementares.

O tratamento baseia-se em dieta restrita, com horário e quantidade certa de alimento e principalmente na aplicação de insulina diariamente, reduzindo assim os índices glicêmicos e evitando consequências graves da hiperglicemia, como problemas renais, cardíacos, pancreáticos, hepáticos, infecções e cetoacidose diabética.

A partir de então, o animal passa a ser totalmente dependente de seu proprietário, devendo ser acompanhado regularmente por um médico veterinário especializado em endocrinologia e metabologia.

Isso não impede que ele passeie, brinque, vá ao petshop ou viaje: desde que sempre bem monitorado e acompanhado de sua dieta específica e de sua insulina.

Dra. Anna Maria Schnabel























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